quinta-feira, 28 de julho de 2011
Entra pela porta da frente
Mas pula para o banco de trás
Abre a janela contente
Pra ver o sol fervendo no ar
E depois que o olhou
Fica sem falar
Escolhe o esmalte meticulosamente
Por ver razões na cor, que irão se explicar
Pra tudo funcionar simplesmente
Como gesto espontâneo, invulgar
E depois da cor
O que virá?
Se o mundo combinar felicidade e tristeza
Dentro do mesmo time
Lugar que não se vá
É o que há pra duvidar
Se é só isso que existe
Vai confirmar o olho que olhou
Ou esperar o sonho
Que ninguém sonhou
onde você quer chegar
Espalha graça ao pleno presente
E mesmo ausente é doce sua falta
Espelho é o mar, o lago, meus dentes
Com um beijo posso ver sua alma
E depois que eu vou
Não vou voltar.
Enorme o seu lugar, quase o vento
Mas é dentro de mim mesmo que cabe
Não há vogais a mais no silêncio
Que morre se faltar a palavra
E depois falou:
- preciso mais!
domingo, 24 de julho de 2011
sexta-feira, 22 de julho de 2011
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Depois do céu tem outro céu
Ou nem o céu existe mais
Será que o sol é de papel
Será que as nuvens são de gás
Se o mar começa em outro mar
Quem é que tira o sol do sal
Antes do dia começar
A noite é quase imortal
Se nada tem um fim
Quem é que fez o não
Se a nossa vida quer assim
Refrão
Eu viajei no tempo só por você
E me perdi no final
Quando encontrei seu olhar
Nossos destinos desenhando espirais
Eu entendi o sinal
Pelo seu jeito de rir pra mim
Se existe outra dimensão
Em que você não é você
Quem é que sabe a direção
Pra encontrar quem não se vê
Se o tempo sempre tem razão
Que tudo sempre vai mudar
Pra que manter os pés no chão
terça-feira, 5 de julho de 2011
segunda-feira, 4 de julho de 2011
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Descobri por esses dias, que eu tenho uma extraordinária habilidade de me comunicar e conhecer pessoas, mas uma enorme dificuldade de mantê-las por perto, por longos tempos. Vi no decorrer dos anos amizades de infância se perderem e se tornarem completos estranhos, com as quais por vezes não consigo se quer ter uma conversa sobre os tempos em que outrora nos divertiamos, riamos e descobriamos coisas fantásticas. Por outro lado vi também que algumas das pessoas que pude conhecer nos caminhos da vida ainda estão aqui, continuam comigo até hoje. Conversando sobre isso, com uma determinada pessoa, ela me falou que as coisas devem ser assim, não me disse que todos ficam sozinhos, mas que as pessoas passam por nós e algumas delas não ficam mesmo conosco... Embora já tivesse pensado no assunto, nunca tinha me apercebido disto... Existe o momento de conhecer pessoas e depois o momento nos dispedirmos delas!
Isto me levou a refletir que...
As pessoas passam conosco o tempo necessário, nem demais, nem de menos. O tempo preciso para extrairmos delas, aquilo que, de melhor pudermos e dar a elas também tudo que for possível, para lhes acrescer! E isto não é uma obrigatoriedade, algumas pessoas passam e não nos acresce em nada e não estou dizendo, também, que as relações se embasam em interesses, não é isso. É algo genuíno, algo que fluí de forma espontânea e ao final, sem ao menos percebermos, fomos presenteados e já presenteamos á outros.
Mas, como curso natural da vida, em dado momento elas vão embora, seja para sempre ou só para dar uma volta ao mundo e parar em nós novamente, como num ciclo vicioso. É preciso deixá-las ir, se desvincular delas, pois ninguém possui a outro! E quando elas voltarem, se um dia voltarem, estarão cheias de boas histórias, ótimas experiências, quem sabe com outras amizades, ou até mesmo diferentes de quando as vimos pela última vez. Disseram-me que, na jornada de nossas vidas não precisamos, essencialmente, de outras pessoas para caminhar conosco, só de nós mesmos, pois a nossa vida é feita por nós mesmos. Não significando isso que outras pessoas sejam dispensáveis em nosso caminho, pois como dito outrora sempre extraimos e damos algo, que poderão e serão usadas durante nossa jornada, nas relações que estabelecemos.
Com esse possível adeus, ficamos apenas com os sentimentos que nutrimos, que apesar de adormecerem com o tempo, nunca morrerão e sempre que for necessário ressurgirão em forma de saudades, um sentimento que por vezes maltrata, mas que nos traz ótimas recordações e que nos mostra aquilo que recebemos das pessoas e aquilo que demos para elas.
Sentir falta daqueles que estiveram ou ainda estão conosco os tornam encantados, a saudades dá o brilho as relações. Tornam as memórias cheias de cores, cheiros, sabores e sons que fazem as lembranças serem maravilhosas.