Descobri por esses dias, que eu tenho uma extraordinária habilidade de me comunicar e conhecer pessoas, mas uma enorme dificuldade de mantê-las por perto, por longos tempos. Vi no decorrer dos anos amizades de infância se perderem e se tornarem completos estranhos, com as quais por vezes não consigo se quer ter uma conversa sobre os tempos em que outrora nos divertiamos, riamos e descobriamos coisas fantásticas. Por outro lado vi também que algumas das pessoas que pude conhecer nos caminhos da vida ainda estão aqui, continuam comigo até hoje. Conversando sobre isso, com uma determinada pessoa, ela me falou que as coisas devem ser assim, não me disse que todos ficam sozinhos, mas que as pessoas passam por nós e algumas delas não ficam mesmo conosco... Embora já tivesse pensado no assunto, nunca tinha me apercebido disto... Existe o momento de conhecer pessoas e depois o momento nos dispedirmos delas!
Isto me levou a refletir que...
As pessoas passam conosco o tempo necessário, nem demais, nem de menos. O tempo preciso para extrairmos delas, aquilo que, de melhor pudermos e dar a elas também tudo que for possível, para lhes acrescer! E isto não é uma obrigatoriedade, algumas pessoas passam e não nos acresce em nada e não estou dizendo, também, que as relações se embasam em interesses, não é isso. É algo genuíno, algo que fluí de forma espontânea e ao final, sem ao menos percebermos, fomos presenteados e já presenteamos á outros.
Mas, como curso natural da vida, em dado momento elas vão embora, seja para sempre ou só para dar uma volta ao mundo e parar em nós novamente, como num ciclo vicioso. É preciso deixá-las ir, se desvincular delas, pois ninguém possui a outro! E quando elas voltarem, se um dia voltarem, estarão cheias de boas histórias, ótimas experiências, quem sabe com outras amizades, ou até mesmo diferentes de quando as vimos pela última vez. Disseram-me que, na jornada de nossas vidas não precisamos, essencialmente, de outras pessoas para caminhar conosco, só de nós mesmos, pois a nossa vida é feita por nós mesmos. Não significando isso que outras pessoas sejam dispensáveis em nosso caminho, pois como dito outrora sempre extraimos e damos algo, que poderão e serão usadas durante nossa jornada, nas relações que estabelecemos.
Com esse possível adeus, ficamos apenas com os sentimentos que nutrimos, que apesar de adormecerem com o tempo, nunca morrerão e sempre que for necessário ressurgirão em forma de saudades, um sentimento que por vezes maltrata, mas que nos traz ótimas recordações e que nos mostra aquilo que recebemos das pessoas e aquilo que demos para elas.
Sentir falta daqueles que estiveram ou ainda estão conosco os tornam encantados, a saudades dá o brilho as relações. Tornam as memórias cheias de cores, cheiros, sabores e sons que fazem as lembranças serem maravilhosas.
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